Ultrassonografia


INDICAÇÕES

A ultrassonografia (ou ecografia) é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo.
Os aparelhosde ultrassom em geral utilizam uma frequência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezoelétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Quanto maior a frequência maior a resolução obtida.

Ultrassonografia

Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.

A ultrassonografia permite também, através do efeito doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.

A ultrassonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e ubíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos ultimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método em um instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treinamento constante e uma conduta participativa do usuário.

Para diagnóstico de doenças do crânio, coluna, membros superiores e inferiores, tórax e pescoço, o paciente deve apresentar-se para exame com, pelo menos, três horas de jejum. O paciente não deve suspender sua medicação habitual, mas deve manter as três horas de jejum solicitadas.

O motivo do jejum prende-se ao fato que um paciente, ao realizar um exame de TC, pode estar sujeito ao uso do contraste iodado, durante a realização do mesmo. Eventualmente, um dos efeitos colaterais deste contraste é náusea. Com o estômago cheio, esta náusea pode-se transformar em vômitos, o que torna o exame bastante desagradável. Não ocorrendo tal evento, isto é, vômitos, o paciente pode se alimentar imediatamente após a realização do exame.

Para a realização de exames do abdômen e pelve, o paciente deve manter-se por seis horas de jejum visto que além do contraste iodado endovenoso ele deve, também, ingerir pequena dose de contraste por via oral para delinear o estômago e os intestinos, o que faz com que o exame alcance uma qualidade bastante superior.

A ingestão de pequena quantidade de contraste, contudo, não impede que o paciente possa ter uma alimentação normal, logo à seguir. Em qualquer das condições, os contrastes injetados são metabolizados pelo fígado e excretados em, no máximo, 24 horas.

O exame ultrassonográfico é fundamental no acompanhamento pré-natal de todas as gestantes, sendo que aquelas consideradas de alto risco (diabéticas, hipertensas ou que apresentaram abortamentos ou problemas em gestações anteriores) devem realizá-lo com maior freqüência, conforme a orientação do médico obstetra.
No primeiro trimestre da gestação, normalmente o exame ultrassonográfico é realizado por via transvaginal, devido à maior riqueza de detalhes que poderemos obter desta forma. A partir da primeira semana de falha menstrual, já visualizamos o saco gestacional e podemos estudar sua forma e implantação, sendo que com seis semanas de idade gestacional os batimentos cardíacos já são identificados.
A avaliação da idade gestacional pela ultrassonografia no primeiro trimestre é feita através da medida do comprimento crânio-caudal do embrião e tem uma margem de erro de cerca de apenas três ou quatro dias.
Entre a décima primeira e décima terceira semanas, pode ser realizada a medida da translucência nucal do feto, o que consiste em uma fina faixa anecóica visualizada na região da nuca nesta idade gestacional.
Uma translucência nucal igual ou superior a 3 mm pode estar relacionada a um maior risco de anomalias fetais, sendo que nestes casos pode ser indicada a análise cromossômica.
A partir da décima segunda semana de gestação, será realizada a avaliação de vários outros parâmetros do feto, como a medida do crânio, abdômen e dos ossos longos.

Podemos listar alguns aspectos básicos que devem ser avaliados na ultrassonografia obstétrica:

  • determinação da idade gestacional (de preferência no primeiro trimestre);
  • avaliação da morfologia fetal;
  • determinar se houve crescimento fetal adequado;
  • vitalidade fetal (observar os movimentos fetais, ritmo cardíaco);
  • maturidade fetal (no terceiro trimestre);
  • aspectos da placenta, cordão e líquido amniótico;
  • existência de doenças associadas e malformações.

Hoje dispomos, nos equipamentos mais modernos, da ultrassonografia tridimensional, que nos permite realizar imagens não só dos fetos no interior do útero, mas também dos outros órgãos que são estudados no modo bidimensional.
Com a evolução cada vez mais rápida nas áreas de computação e eletrônica, podemos ter boas expectativas em relação aos avanços também na área da ultrassonografia, com equipamentos que proporcionam imagens cada vez mais detalhadas e precisas, possibilitando ao médico e ao seu paciente um diagnóstico rápido, seguro e precoce.

  • Crianças pequenas podem necessitar de anestesia, pois o exame requer imobilidade total. Nestes casos, o serviço fornecerá todas as informações necessárias aos pais ou responsáveis pela criança.
  • Extremos casos de claustrofobias em adultos, embora raríssimos, podem também necessitar de auxílio de um anestesiologista.
  • Gestantes não devem realizar exames de TC antes do fim do terceiro trimestre de gravidez.
  • Marca-passos, implantes, DIUs, não contra-indicam a realização do exame.
  • Pacientes com insuficiência renal podem realizar exames de TC apenas sem contraste.
  • Pacientes com história prévia de alergia aos compostos iodados também não devem realizar exames com contraste e pacientes portadores de asma brônquica devem receber cuidados especiais para a realização de exames contrastados.
  • Pacientes em uso de medicação em geral não estão impedidos de se submeter ao exame, à excessão de diabéticos que os utilizam. Neste caso, o paciente deve suspender a medicação pelo menos três dias antes, para poder fazer exame com contraste.
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