Densitometria Óssea


A Densitometria de dupla emissão com fonte de fótons ou de raio X (DEXA), embora tenha sido desenvolvida em 1965, só foi aplicada na prática médica em 1980 quando melhor aperfeiçoada permitiu atingir a segurança mínima necessária para a aplicação de um método praticamente inócuo a saúde e com a máxima resolutividade na avaliação do risco de fraturas ósseas.
É um exame que foi introduzido no Brasil em 1986 e que evoluiu muito, desde seus primórdios, em relação a sua técnica de realização, tempo de execução e tecnologia informática, possibilitando um grande avanço na capacidade de sua precisão diagnóstica.

Densitometria Ossea

O exame utiliza uma fonte de raios X através de uma técnica específica denominada DEXA (absorciometria por raio X com dupla energia) e um computador que é capaz de realizar a medida da Densidade Mineral Òssea (DMO) e, desta forma, predizer o risco da ocorrência de fraturas.
Atualmente, é considerado método padrão “ouro” para identificação de indivíduos com osteoporose, pois o erro de precisão é de 1 a 2 %.

Por conseguinte, influencia diretamente na identificação dos indivíduos candidatos a intervenção terapêutica, aumentado a aceitação e aderência desta, possibilitando também, ao longo do tempo, a avaliação das mudanças da massa óssea e avaliação quanto a evolução natural da doença.
Avalia preferencialmente 2 regiões principais e de maior interesse para a doença que são a coluna lombar e/ou fêmur e/ou antebraço.

Sendo um método não invasivo e de fácil e rápida execução, a Densitometria Óssea ocupa um importante espaço nos métodos auxiliares diagnósticos.
A radiação necessária para a realização do exame é mínima e, quando comparada àquela utilizada para um exame de raio X de tórax, chega a ser 10 vezes menor. Quando nos distanciamos 1 metro da fonte que gera os raios X, ela pode ser considerada praticamente desprezível.

É um distúrbio osteometabólico caracterizado pela diminuição da densidade mineral óssea, com alteração da microarquitetura, levando a um aumento da fragilidade esquelética e do risco de fraturas. Estas são as principais manifestações clínicas da doença, sendo mais freqüentes em vértebras, fêmur e antebraço.
A doença atinge homens e mulheres, com predominância nos indivíduos do sexo feminino com deficiência estrogênica e idosos. As mulheres brancas e na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas. A partir dos 50 anos, 30 % das mulheres e 13 % dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose ao longo da vida.

  • 1º ­ Todas as mulheres de 65 anos ou mais.
  • Mulheres com deficiência estrogênica com menos de 45 anos.
  • Mulheres na peri e pós-menopausa com fatores de risco associados (fratura prévia, idade avançada, história familiar de osteoporose, tratamento com corticóides, raça branca, menopausa precoce, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, dieta pobre em cálcio, doenças que induzem perda de massa óssea, medicamentos que alteram a massa óssea e outros).
  • Mulheres com ausência de menstruação por mais de 1 ano (amenorréia secundária).
  • Todos os indivíduos com evidências radiológicas de osteopenia (redução da mineralização óssea) ou fraturas vertebrais.
  • Indivíduos que apresentam perda da estatura (maior que 2,5 cm) ou hipercifose torácica (deformidade torácica).
  • Homens com 70 anos ou mais.
  • Mulheres com índice de massa corporal abaixo de 19 Kg/m2.
  • Portadoras de doenças, ou uso de medicações, associadas à perda de massa óssea.
  • Para monitoramento de mudanças de massa óssea decorrentes da evolução da doença e dos diferentes tratamentos disponíveis.
  • Todos os indivíduos que tenham sofrido fratura por trauma mínimo ou atraumática.

O paciente é deitado de costas em uma mesa fixa, de onde serão emitidos os raios X. Será feita uma “varredura” através de um braço leitor (cursor) que caminhará sobre a área óssea de interesse e sem tocar no paciente o qual não sentirá nenhum tipo de dor e apenas ouvirá um ruído relativo à movimentação do cursor. O cursor capta a radiação que é então enviada a um computador que realiza a interpretação dos dados. Em média, o exame demora 20 minutos, sendo habitualmente avaliado 2 locais ósseos distintos.

Qual o período médio indicado para realização de um novo exame?
Em geral, recomenda-se estudos com intervalos mínimos de 12 a 24 meses.

Gestantes podem realizar o exame?
Não. Está contra-indicado realização deste exame em casos de gravidez ou suspeita.

Portadores de prótese de fêmur podem realizar o exame?
Sim. Caso unilateral, utiliza-se o lado oposto.Caso tenha prótese bilateral, substitui-se a medida para outro local.

Em casos de cirurgias de colunas com colocação de placas e/ou parafusos?
Quando a área é pequena, pode ser feita e medida em outro segmento da coluna vertebral. Caso o material interfira na análise, utiliza-se outro segmento anatômico como opção, por exemplo, o rádio distal.

Há algum cuidado antes de realizar o exame?
Sim. Caso utilize cálcio, este deve ser suspenso pelo menos 24 horas antes do exame. E na realização prévia de exames que requerem uso de contrastes iodados ou bariados, recomenda-se que aguarde 2 semanas para a Densitometria.

# #